Em pleno apogeu da comunicação, uma das maiores expressões da era globalizada, em que assistimos o surgimento de novas linguagens, algo ameaçador está nos rondando com sinais que precisam urgentemente serem decifrados. Do contrário, seus efeitos tendem a piorar.
Me refiro a esses grandes temporais sobre a nossa cidade e em outros cantos do mundo. Surge uma pergunta: será que estamos sabendo ler a linguagem da natureza. Antes, nossa posição diante da natureza era de encanto e contemplação, hoje a natureza não está mais muda nem estática, ela está se comunicando. Ou não estamos ouvindo ou estamos nos fingindo de surdos. Mas a natureza está comunicando algo.
A campanha da fraternidade de 2011, que já denunciara as agressões ao meio ambiente diz que "a criação geme com que em dores de parto" (Rm 8,22). Em plena era da comunicação não estamos entendendo a linguagem da criação, é uma linguagem que requer aprofundamento. Mas não basta aprofundar, esse aprofundamento deve ser acompanhado de tomadas de atitudes sérias que mudem nosso comportamento e o modo de nos relacionarmos com a natureza.
Por isso, como explicar tamanha quantidade de lixo maltratado, jogado de qualquer maneira e a qualquer hora, nas esquinas da cidade? A culpa é da prefeitura? Como explicar que nas ruas, de dentro de carros luxuosos saem garrafas de plástico e latas de cervejas e são despejados em plena rua? Que dor! Que indignação que isso nos causa! Os comportamentos jamais podem ser os mesmos com estes sinais que estamos recebendo. Portanto, serão precisas novas atitudes de nossa parte.
A natureza, a criação, não quer mais ser vista como objeto a ser explorado, mas quer ser tratada como irmã, como uma igual a nós. Nos lembrando que, como criaturas que somos, somos interdependentes em um único ecossistema, cujo criador é um só, Deus. Portanto, "quem não se comunica se trombica". Não esqueça, a natureza e a criação falam, e seu linguajar são inteligíveis. Ou entendemos ou morreremos.
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