Eu lamento muito que hoje uma pessoa seja avaliada não pelo que é, mas pelo que faz. É claro que isso também entra no critério de avaliação de uma pessoa. Mas não pode se reduzir a isso. No século V a. C. o filósofo sofista Protágoras já dizia: "o homem é a medida de todas as coisas", bela doze de antropocentrismo, seria seu início? Nesse tempo, o homem reconhecia a sua incapacidade de conhecer a realidade última de todas as coisas.
Hoje parece que o mercado superou o homem e se autoproclama a medida de todas as coisas. Mas o mercado não fala, quem fala são pessoas. Bom, parece que aqui entra bem um dito de Jesus de Nazaré: "a boca fala daquilo que transborda o coração".
É isso mesmo, o homem está cheio de mercado. Quer ver um exemplo, morreu Steve Jobs, fundador da apple. A análise que fizeram sobre sua vida foi a partir do mercado, de tudo o que ele inventou para o mundo do consumo. Mas quem foi Steve Jobs? Quais experiências humanas teria feito? Que pena que o mescado não deixou alguém falar. O mercado é desumano, ele não exalta pessoas, exalta a si mesmo, ele é a medida para tudo. Tudo será pior quando o homem perder a consciência de si mesmo.
Mais do que nunca, num mundo desumanizado e desumano necessita-se de uma ecologia do homem. O homem perdeu a si mesmo. Durante muito tempo buscou conhecimento fora de si. É hora de voltar e se reencantar consigo mesmo. Do reencantamento pode nascer nova forma de conhecimento de si, isso não é psicologia, isso é existência.
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