No Rio de Janeiro, alguns meses atrás alguns bueiros estavam explodindo, ainda há pouco houve uma explosão de gás em um prédio causando horror e terror nas pessoas. Em ambas as explosões estilhaços voaram pelos ares.
Mas será que só estamos vendo estilhaços de prédios voando por aí? O que se está vendo são estilhaços generalizados de muitas coisas voando pelos ares. Daqui a poucos dias teremos que admitir uma nova era, se é que já não estamos nela. A era do individualismo, ou do narcisismo.
Esta era, se se pode conceber assim, pega carona com o hedonismo e o consumismo.
A tanatologia é a parte da ciência que cuida da morte. Parece que estamos vivendo uma tanatocracia, a morte da democracia, do tecido social e político. Aliás, não é de se admirar porque, que aqui em Manaus o poder político já não tem forças para resolver diante dos empresários o problema do transporte coletivo. Não é de se admirar também que a justiça perdeu sua autoridade, quando percebemos que uma liminar é ignorada pelas empresas ávidas por dinheiro.
Pode-se sair de uma realidade macra para a micro. Em nossas famílias também os pais perderam a autoridade sobre os filhos. Já não conseguem influenciá-los senão pela força. A força do individualismo é tão grande que daqui a pouco não veremos mais jovens solidários, capazes de se doarem por alguma causa. O que se vê são estilhaços causados pela mudança de época.
Quase tudo já está mudado, os confronto entre valores ainda são grandes e desgastantes. Por hora sobressai na mídia a força do chamado "narcisismo coletivo" (Gilles Lipovetsky). A manifestação de grupos hortis a valores morais e cristãos.
Porém, há esperanças. A humanidade pode recomeçar de novo. A partir do individualismo, da era do vazio, pode haver novas possibilidades de engendramento de novos valores.
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