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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Os estilhaços de um tempo

No Rio de Janeiro, alguns meses atrás alguns bueiros estavam explodindo, ainda há pouco houve uma explosão de gás em um prédio causando horror e terror nas pessoas. Em ambas as explosões estilhaços voaram pelos ares.
Mas será que só estamos vendo estilhaços de prédios voando por aí? O que se está vendo são estilhaços generalizados de muitas coisas voando pelos ares. Daqui a poucos dias teremos que admitir uma nova era, se é que já não estamos nela. A era do individualismo, ou do narcisismo.
Esta era, se se pode conceber assim, pega carona com o hedonismo e o consumismo.
A tanatologia é a parte da ciência que cuida da morte. Parece que estamos vivendo uma tanatocracia, a morte da democracia, do tecido social e político. Aliás, não é de se admirar porque, que aqui em Manaus o poder político já não tem forças para resolver diante dos empresários o problema do transporte coletivo. Não é de se admirar também que a justiça perdeu sua autoridade, quando percebemos que uma liminar é ignorada pelas empresas ávidas por dinheiro.
Pode-se sair de uma realidade macra para a micro. Em nossas famílias também os pais perderam a autoridade sobre os filhos. Já não conseguem influenciá-los senão pela força. A força do individualismo é tão grande que daqui a pouco não veremos mais jovens solidários, capazes de se doarem por alguma causa. O que se vê são estilhaços causados pela mudança de época.
Quase tudo já está mudado, os confronto entre valores ainda são grandes e desgastantes. Por hora sobressai na mídia a força do chamado "narcisismo coletivo" (Gilles Lipovetsky). A manifestação de grupos hortis a valores morais e cristãos.
Porém, há esperanças. A humanidade pode recomeçar de novo. A partir do individualismo, da era do vazio, pode haver novas possibilidades de engendramento de novos valores.

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