A consciência é exatamente esta, ou amamos "este mundo", ou então o abandonamos. É característico do cristão amar e não abandonar. Por isso reafirmo aqui, a minha opção de continuar na rede social, sem dúvida mais interativa que há, o Facebook.
Porém, há uma situação preocupante: a falta de conteúdos consistente nas postagens. Isso não é de se admirar, pois vive-se hoje um momento de mediocridade cultural, de ausência de valores, de um sujeito ético consciente dos seus deveres e direitos.
Mais preocupante ainda é perceber que alguns cristãos das nossas comunidades, quando postam revelam em seus conteúdos mais elementos de auto-ajuda do que de fé, mais elementos de supertição do que mesmo cristão. Às vezes, dá-se a impressão de se está num "cristianismo pagão"
Vejo aí a importância do Ano da fé. Alguns cristãos católicos de hoje necessitam de conteúdos profundos para sua fé, necessitam de aprofundamento na fé. Como faria bem a leitura de livros de teologia, a fé pede teologia, já dizia Santo Anselmo: "creio mas quero entender". Infelizmente hoje se lê mais livros de auto-ajuda do que de teologia, como a cultura é mais medíocre os livros de sucesso são de auto-ajuda.
Alguém pode muito bem dizer: "então não curte". Não se pode omitir-se, o mundo hoje necessita de formadores de opinião, necessitamos engendrar novos valores, os valores cristãos devem estar em constante diálogo com a cultura globalizada e pós-moderna, "não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito" (Rm 12,2).
O nosso tecido sócio-cultural e político não é nada sadio, é urgente suscitar o sujeito ético e combater esse indiferentismo para com as instituições, sabe-se o quanto a política caiu em descrédito. A avenida brasil faz mais sucesso do que os programas políticos, prefere-se a ficção ao real. Com isso, trai-se a democracia, porque ela exige a participação. Os meus leitores por favor não me condenem por esta crítica, mas não posso me calar, se me calar, "as pedras falarão" (Jesus de Nazaré).
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